CRIE JÁ UM NOVO HÁBITO SAUDÁVEL PARA VOCÊ MESMO – ACOSTUME-SE A MERGULHAR DENTRO DE UM MUNDO FICCIONAL POR ALGUMAS HORAS PARA ESPANTAR O TÉDIO, A ROTINA, A FALTA DE TEMPO E O STRESS DO DIA A DIA -VEJA O FILME “THE POST” – UM BOM FILME QUE FALA SOBRE UMA MULHER GUERREIRA NO COMANDO DE UMA GRANDE CORPORAÇÃO ENFRENTANDO UM GOVERNO REPRESSOR, CORRUPTO E MENTIROSO, TENDO QUE TOMAR DECISÕES MUITO DIFÍCEIS QUE MUDARIAM O CURSO DA HISTÓRIA – VEJA O RESUMO COMENTADO ABAIXO:



“A imprensa existe para satisfazer os aflitos

e afligir os satisfeitos” 

A frase inspiradora do dia – de Ricardo Noblat.


Minha dica de filme de hoje vai para :


The Post – A Guerra Secreta



Resumo do filme em poucas linhas :

Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos.

Esse muito bom filme foi indicado ao Oscar  e fala sobre a inglória missão do jornalismo.



Baseado em fatos reais ocorridos na década de 70, esse filme conta a história da equipe do jornal The Washington Post quando ela descobriu documentos sigilosos que colocavam sob suspeita anos de informações sobre a Guerra do Vietnã.

O desdobramento dessa investigação acabou se transformando na cobertura do escândalo conhecido como “Papéis do Pentágono”.

Apesar de todo o poderio econômico e bélico dos Estados Unidos, aquela era uma guerra que eles sabiam que não poderiam vencer, mas mesmo assim continuaram enviando soldados para o front da guerra, por questões não claramente conhecidas pela população americana.

O pior era o governo tentar esconder a todo custo da população que estava perdendo a guerra até um funcionário deixar vazar documentos secretos revelando a verdade para o importante jornal NY Times que acabou processado pelo governo e proibido pela justiça de publicar mais notícias à respeito do tema.

A dona do jornal Washington Post, uma executiva de sucesso numa época em que mulheres no comando das empresas ainda era raridade, foi confrontada com a decisão de publicar ou não aqueles documentos a exemplo do que ocorreu com o NY Times, mesmo diante de sérios riscos e possíveis consequências para ela, sua equipa e seu jornal.

É um filme que fala sobre os dilemas morais e políticos, sobre os grandes desafios que uma suposta imprensa livre enfrentava num governo dito democrático.

Um filme que coloca luz sobre o tema da liberdade de imprensa.

É uma história sobre jornalismo, no estilo de tantos outros que fizeram sucesso no passado recente.

Foca com maestria os momentos de tensão e decisões tomadas entre as tantas reuniões executivas que aconteciam nas salas do jornal.

O famoso diretor Steven Spielberg usa jogos de câmera  combinados com excelente trilha sonora instrumental para acompanhar os movimentos dos personagens entre suas idas e vindas a caminho de decisões que precisavam ser tomadas, transformando a câmera  e a trilha sonora em personagens virtuais que acompanhavam os movimentos frenéticos de cada cena.

Pessoas entre pilhas de documentos e papéis que ocupando um enorme espaço que hoje seria substituído por meros arquivos de computador.

Excelente de jogo de câmera para exaltar, aumentar ou diminuir o foco de cada tema apresentado e discutido no filme.

O texto usa de recursos de verbalização e repetição de frases (como as que repete o personagem interpretado por Tom Hanks).


Atenção = não se assuste = vendo o filme e seu bem trabalhado roteiro você poderá até achar que ele não fala de um fato ocorrido em 1971 mas sim em 2018, de tão parecida que é a situação vivida entre o governo americano(também do partido Republicano) e a imprensa nas duas épocas.

Um paralelo absurdamente incrível, numa eterna guerra entre os fatos reais e as diferentes versões que as pessoas teimam em sustentar ao redor de grandes mentiras – não muito diferente do que ocorre também no Brasil, como no exemplo do Julgamento do Presidente Lula (onde alguém mente descaradamente e tenta confundir a população espalhando inverdades para tentar encobrir a verdade).

Pensando nesse paralelo entre o passado e o presente, uma frase fica latejando em minha mente :


“O Futuro Está Escrito No Passado”


Por causa dela eu fico me perguntando se a exemplo do que ocorreu naquele episódio (depois sucedido por um outro escândalo de grandes proporções (WaterGate)) não estaria o atual governo Trump gravemente ameaçado de derrubada como aconteceu com Nixon e o partido Republicano naquele tempo.

O que você acha – estaria realmente o futuro escrito no passado ou não?


Para facilitar sua pré-avaliação do filme, indico abaixo a nota que ele recebeu do público e da crítica nos maiores sites sobre cinema:


  • 7,5 na opinião de mais de 16.000 pessoas no site IMDB.

  • 7,3 na opinião do público no site Rotten Tomatoes

  • 8,0 na opinião geral (público e crítica) no site Rotten Tomatoes

  • 8,3 na opinião das pessoas no site Metacritic

  • 8,5 em minha opinião pessoal

  • 8,0 na média das avaliações acima




Ouça a boa trilha sonora do filme (trechos ou ela inteira) :

Sobre Mauro Condé [ MaLuCo:) ] 2743 Articles
Nascido em Belo Horizonte, Mauro Lúcio Condé carrega uma bagagem profissional de muito prestígio. De simples operário, Condé chegou à diretoria da General Eletric e também passou por grandes empresas como EDS e GEVISA, mas consagrou de vez sua carreira no Citibank, do qual foi Diretor Executivo de Qualidade e depois como executivo do Banco Itaú e Telefônica. As mais de quatro décadas de experiências levaram Mauro Condé a abrir sua própria empresa de consultoria e ministrar palestras no Brasil e no mundo.
Contato: Twitter

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será divulgado.


*